Foi lançado essa semana o website economizemais.com. A proposta do empreendimento é oferecer um portfólio de soluções que promovam economia com conforto e segurança, indo desde equipamentos para eficientização energética até livros semi-novos e tickets para vôos promocionais.

O primeiro produto da linha é o e-Control Air, da EcoEnergia Brasil. Através de um sistema inteligente de controle de temperatura, esse equipamento é capaz de reduzir em mais de 30% o consumo de energia elétrica mantendo o conforto térmico.

Conforme já comentei em outro post sobre essa tecnologia, não há mágica envolvida. O equipamento foi desenvolvido com base em pesquisas científicas que comprovam que a o controle de temperatura através de lógica fuzzy é muito mais eficiente que os convencionais termostatos por histerese.

Outra inovação do site é o fator humano no tramite comercial. Ao efetuar a compra as pessoas não pagam imediatamente, apenas formalizam o pedido. Em seguida, uma pessoa da economizemais.com entra em contato com o cliente para combinar detalhes de pagamento e entrega. Nessa hora, pode-se optar por diversas formas de pagamento que vão desde boleto bancário, passando por depósito até cartão de crédito on-line, e o melhor de tudo: ainda dá pra pedir um desconto!

Confira!

Hoje visitei um cliente junto ao Artelano, engenheiro da Rockwell e responsável pelos negócios da empresa na região Nordeste. Na saída do cliente enquanto trocávamos idéias sobre o projeto e outros assuntos, comentamos sobre nossos blogs. O Artelano me disse que já tinha visto o meu e me sugeriu que desse uma olhada no post O bom, o mau e o feio no blog dele.

Eu fui lá conferir e gostei muito do que li. Tenho certeza que você também vai gostar, por isso, segue o link.

http://artelano.blog.uol.com.br/arch2010-05-16_2010-05-22.html

Há alguns anos surgiu no mercado o PAC (Programable Automation Controler), cuja principal característica é a oferta de um vasto conjunto de recursos num único produto, com diversas funções prontas, tais como loops PID, lógica fuzzy, motion control, data loggers etc.

Ora, não se pode negar que o PAC foi desenvolvido num novo ambiente tecnológico, dentro de uma arquitetura e filosofia que se encaixa nos novos paradigmas. Através do PAC é possível baixar ao nível do equipamento responsável pelo controle, tarefas antes atribuídas aos supervisórios, tais como o armazenamento de dados de parâmetros, históricos, eventos etc.

O que não podemos esquecer é que os CLPs também há alguns assumiram a responsabilidade de executar todas essas tarefas. Eles foram originalmente desenvolvidos para executar lógicas discretas, depois assumiram funções de controle analógico, e hoje controlam plantas inteiras. Uma das diferenças básicas entre sPACs e CLPs são os espaços de memória que costumam ser maiores nos PACs, e consequentemente têm impacto significativo no volume de dados de parâmetros, logs etc, que podem ser armazenados. Nem vou entrar em detalhes de linguagens de programação(IEC 61131-3) porque os principais fabricantes de CLPs as oferecem hoje até em seus modelos para micro-automação.

Para os que precisam decidir sobre que plataforma adotar, a dica é verificar quais requisitos o sistema demanda. Alguns poderiam dizer que em processo onde prevalecem máquinas de estados e intertravamentos, tais como plantas com muitos acionamentos, válvulas e outros comandos discretos, e onde as malhas de controle analógico restringem-se a loops PID simples e controles por histerese, os PLCs atenderiam, e onde se tivesse muitos controles de motion, loops de controle mais arrojados e necessidade de registros de dados em tempo real, os PACs seriam mais recomendados. Contudo, quantos processos petroquímicos, laminadores, máquinas de embalar, injetoras de alto desempenho etc, estão em operação no mercado controladas por CLPs?

A verdade é que não há regra. O que existem são duas tecnologias que oferecem recursos diferentes a preços diferentes. Então, a dica é:

  1. convide integradores competentes que conheçam essas tecnologias para discutir o assunto
  2. avalie quais recursos seu processo ou sua máquina requerem
  3. solicite especificações e orçamentos de soluções com PACs e PLCs, incluindo custos de desenvolvimento, treinamento da equipe mantenedora, sobressalentes e assistência técnica
  4. avalie a vida útil do sistema e faça uma análise de curto e longo prazo considerando o suporte, a facilidade de diagnóstico e intervenção, a expansibilidade e a disponibilidade de suporte etc.

Costumamos dizer que um bom sistema não é simplesmente aquele que funciona bem, mas aquele que dificulmente pára, e quando pára, rápidamente é posto em marcha.

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Essa semana tivemos um debate sobre dois modelos de equipamentos que se propõem a reduzir o consumo de energia elétrica em aparelhos condicionadores de ar. Dos modelos disponíveis no mercado brasileiro, dois estão em maior evidência, o E-Control Air da EcoEnergia Brasil e o New Air, da SIEG Tecnologia.

Em princípio, as propostas são as mesmas: reduzir o consumo de energia em 30%. Contudo, os princípios de funcionamento são bem diferentes e segundo informações que obtivemos, impactam no conforto termico do ambiente e na rede elétrica.

Não temos informações sobre o algorítmo de funcionamento do New Air, mas o e-control air é um controlador de temperatura baseado em logica fuzzy que considera em seu algoritmo a dinâmica da variação da temperatura. Ou seja, ele é capaz de fazer compensações de forma inteligente se o ambiente está no lado do sol ou da sombra, se o aparelho está instalado num ponto alto ou baixo etc.

Dentre as diferenças básicas entre os equipamentos, temos:

Item E-Control Air New Air Comentários
Sensor de temperatura Sensor externo ao aparelho. Mede a temperatura do ar do ambiente. Sensor interno ao aparelho. O E-Control Air mede diretamente a temperatura do ar do ambiente, enquanto que o New Air é sensível à temperatura interna da caixa. Ou seja, se o condicionador de ar estiver instalado no lado do sol, a caixa vai aquecer e a medição será comprometida.
Atuação Atua somente sobre o compressor, o ventilador fica permanentemente ligado. Atua sobre o compressor e o ventilador. Liga tudo ou desliga tudo. Controlando apenas o compressor, o E-Control Air mantém a circulação de ar no ambiente. Não é à toa que todos os aparelhos de ar condicionado trabalham assim, isso é importantíssimo para o conforto térmico.
Ruído Por desligar apenas o compressor, o ruído é exatamente o mesmo que o aparelho já faz em sua concepção original. Faz tanto “barulho” no religamento quanto ligar o condicionador de ar no disjuntor. O e-control air faz o mesmo “barulho” que o ar condicionado em sua concepção original. O New Air faz “mais barulho”.
Impacto na rede elétrica Desligando apenas o compressor, o impacto é menor no religamento. Sempre que é re-ligado, o New Air sobrecarrega mais a rede elétrica pois liga o compressor e o ventilador ao mesmo tempo. Não há diferença para a rede elétrica entre usar o e-control air e o ar condicionado na concepção original. Já o New Air atua como se o usuário estivesse ligando e desligando o aparelho no disjuntor a noite inteira.

Em resumo, os seguintes detalhes chamaram mais nossa atenção:

  1. O New Air é um equipamento mais simples que o E-Control Air.
  2. Em ambientes como salas de aula e escritórios, onde há muitas pessoas presentes, desligar totalmente o condicionador de ar, cortando toda a circulação deve gerar desconforto térmico.
  3. Não é à toa que os “botões” de ligar o condicionador de ar tem dois estágios: vento e frio. Ou seja, primeiro ligamos o ventilador, depois o compressor, nunca os dois ao mesmo tempo. Ou seja, usar o New Air é como ficar ligando e desligando o condicionador de ar, no disjuntor, a noite inteira.
  4. Em dormitórios, o desligamento total do condicionador de ar gera um ruido que pode “atrapalhar” o sono.
  5. Desligar e ligar o compressor e o ventilador ao mesmo tempo gera “picos” maiores de corrente na rede elétrica.

Em síntese, o E-Control Air consiste numa solução que proporciona economia sem alterar as condições de projeto do aparelho condicionador de ar. Ou seja, enquanto o aparelho originalmente possui um termostato, o e-control air possui um controlador inteligente que atua sobre o compressor de forma eficiente, mantendo o conforto térmico e reduzindo o consumo de energia elétrica.

Tivemos oportunidade de conhecer a EcoEnergia, sua estrutura e projetos. Trata-se de uma empresa formada por engenheiros, mestres e doutores todos com forte background nas áreas de eficientização energética e eletrônica embarcada. Todos os projetos são baseados em normas brasileiras e internacionais, e adotam propostas tecnológicas disponíveis nos mais recentes estudos de eficientização energética. Para maiores informações, acesse www.ecoenergiabrasil.com.

Essa semana participei do RS Tech ED da Rockwell. No evento, foram apresentados os mais recentes lançamentos em software para controle e supervisão de máquinas e processos e tratamento de dados de chão-de-fábrica para geração de informações para os diversos setores de uma corporação.

Asset Centre
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Sistema para gerenciamento de ativos. Uma vez configurado, o software gerencia o acesso de usuários a máquinas, sistemas e arquivos. Ou seja, é possível controlar quem acessa o que, e saber exatamente quem fez o que e em que momento. Ou seja, se um usuário acessa uma CPU e muda um setpoint, tudo isso fica registrado.
Além disso, é possível organizar de forma estruturada todos os arquivos e documentações de todos os devices de um projeto. É o fim daquela organização por pastas que fazemos nos nossos computadores.
Entre as mais importantes funcionalidades está a de “recuperação de desastres”. Com o Asset Centre, o usuário tem certeza absoluta de quais as versões mais atuais dos softwares das máquinas e pode enviá-los para as CPUs de forma rápida e segura.

Factory Talk Historian
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O FT Historian é um software destinado ao registro otimizado de dados históricos de processos. Através de um algorítmo específico, os dados são registrados de forma a ocuparem menos espaço em disco e serem consultados mais rapidamente. O “pulo-do-gato” é poder ler os dados rapidamente e gerar diversos relatórios.

Factory Talk View VantagePoint
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Esse software é muito bom. Permite de forma rápida e segura acessar dados de diversas fontes diferentes (bancos de dados, OPCs etc) e gerar relatórios ao comando de um click. Imagine poder relacionar diversas variáveis de processo gerando gráficos, relatórios etc, tudo usando apenas o webbrowser. Isso significa poder produzir as informações que cada usuário precisa de forma rapida, consistente e elegante.

Factory Talk Batch
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Esse aplicativo permite complementa o desenvolvimento de um sistema de controle por batelada, respeitando a norma ISA e permite que o usuário (o mestre cervejeiro, por exemplo), altere a batelada de forma simples, sem depender de um profissional de automação.

RS Logix Architect
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Todos fazemos a arquitetura de rede de uma fábrica utilizando um software CAD. Agora é possível desenhar a arquitetura com o RS Architect e exportá-lo para um EPlan, por exemplo. Agora o grande detalhe é que ao invés de termos que navegar em pastas para abrir um projeto, podemos abrir o RS Architect, clicar na CPU e abrir o Logix5000 automaticamente. Ou seja, não estamos falando de uma ferramenta de desenho, mas sim de um software que integra o layout do sistema aos softwares de programação e configuração.

Factory Talk Metrics
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Imagine poder modelar e monitorar diversas linhas de produção e obter o OEE de cada linha e cada unidade produtiva em tempo real. Isso significa poder verificar, por exemplo, que uma linha não vai alcançar a meta do turno se continuar no ritmo que vai. Também é possível verificar que o desempenho de uma linha está baixo em virtude de uma falha específica em uma célula de produção. Ou também descobrir que não é necessário investir em uma nova linha de produção quando se pode resolver um problema pontual e recorrente que causa paradas na máquina. Ou ainda verificar que se tem um gargalo entre duas máquinas que com a implantação de um simples pulmão é resolvido aumentando o OEE da linha. Acho que deu pra notar que gostei muito dessa ferramenta.

Bom, além das especificidades sobre os softwares, também foram abordados assuntos como best practices em projetos e instalações, configurações de componentes em redes ethernet, recursos e desempenho de novos controladores etc.

Em breve deveremos estar postando alguns cases onde foram utilizadas algumas das ferramentas supracitadas. Para maiores informações, deixe um comentário sobre este post ou envie um e-mail para engenharia@mekatronik.com.br.

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Bem, esse assunto não está relacionado diretamente a Automação Industrial, mas tenho certeza que 99,9999% dos profissionais do ramo tem a mesma necessidade que acabei de ter e concordarão que essa informação é util!
Já tenho um claro corporativo há algum tempo e recentemente comprei um TIM Liberty. Ambas as linhas tem tarifas excepcionais para ligações interurbanas dentro dos sistemas das respectivas operadoras. Ou seja, claro-claro, tim-tim. O problema era então saber em que operadora está cada número de telefone da minha agenda.
Fiz então uma pesquisa no Google e verifiquei que a ABR Telecom está disponibilizando em seu site uma ferramenta para fazer essa consulta. Depois disso, segui o passo-a-passo abaixo.

  1. Para descobrir em que operadora está cada número, solicitei que uma pessoa verificasse toda a minha agenda no site http://consultanumero.abrtelecom.com.br:8080/consultanumero/.
  2. Depois atualizei todos no meu outlook, gravando todos os números tim com o nome do usuário + a palavra TIM, e todos os números claro com o nome do usuário + a palavra Claro.
  3. Sincronizei o outlook com o celular.
  4. Ainda estou resolvendo se vou ficar usando um telefone com dois Sims ou dois telefones… preciso avaliar os prós e contras, ou seja: recursos, volume, praticidade etc… mas isso é outra história.

Vamos otimizar nossos recursos! Se alguém tiver alguma novidade, por favor não deixe de nos informar.

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Acabo de receber esse e-mail. Creio que já havia lido alguns parecidos antes, mas esse está muito bom! ou melhor… bem, veja você mesmo!

Que tragédia…..Quanta ignorância….

O tema da redação do Enem 2009 foi “Aquecimento global”, e, como acontece todo ano, não faltaram preciosidades:

1) “o problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias Ongs já se estalaram na floresta.” (percussão e estalos. Vai ficar animado o negócio)

2) “A amazônia é explorada de forma piedosa.” (boa)

3) “Vamos nos unir juntos de mãos dadas para salvar planeta.” (tamo junto nessa, companheiro. Mais juntos, impossível)

4) “A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e créu.” (e na velocidade 10!)

5) “Tem que destruir os destruidores por que o destruimento destrói a floresta.” (pra deixar bem claro o tamanho da destruição)

6) “O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação.” (pleonasmo é a lei)

7) “Espero que o desmatamento seja instinto.” (selvagem)

8) “A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo.” (o verdadeiro milagre da vida)

9) “A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta.” (também fiquei emocionado com essa)

10) “Tem empresas que contribui para a realização de árvores renováveis.” (todo mundo na vida tem que ter um filho, escrever um livro, e realizar uma árvore renovável)

11) “Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das queimadas.” (esqueceu que também ficam sem o home theater e os dvd’s da coleção do Chaves)

12) “Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna.” (amém)

13) “Os desmatadores cortam árvores naturais da natureza.” (e as renováveis?)

14) “A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica.” (deve ser culpa da morte ecológica)

15) “A amazônia tem valor ambiental ilastimável.” (ignorem, por favor)

16) “Explorar sem atingir árvores sedentárias.” (peguem só as que estiverem fazendo caminhadas e flexões)

17) “Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela Amazônia.” (o quê?)

18) “Paremos e reflitemos.” (beleza)

19) “A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas.” (onde está o Guarda Belo nessas horas?)

20) “Retirada claudestina de árvores.”
21) “Temos que criar leis legais contra isso.” (bacana)

22) “A camada de ozonel.” (Chris O’Zonnell?)

23) “a amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor.” (a solução é colocar lá o pessoal da Zorra Total pra cortar árvores)

24) “A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas, sem coração.” (para fabricar o papel que ele fica escrevendo asneiras)

25) “A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável.” (campeão da categoria “maior enchedor de lingüiça”)

26) “Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação.” (NÃO!)

27) “Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises.” (gênio da matemática)

28) “A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes.” (red bull neles – dizem as árvores)

29) “O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório” (ótima)

30) “O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando.” (subindo!)

31) “Na floresta amazônica tem muitos animais: passarinhos, leões, ursos, etc.” (deve ser a globalização)

32) “Convivemos com a merchendagem e a politicagem.” (gzus)

33) “Na cama dos deputados foram votadas muitas leis.” (imaginem as que foram votadas no banheiro deles)

34) “Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da froresta amazonia.” (oh god)

35) “O que vamos deixar para nossos antecedentes?” (dicionários)

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Quem nunca se deparou com as seguintes questões:

  • qual o backup mais atual do CLP?
  • onde está o manual do inversor da gaveta 5 do CCM?
  • quais os parâmetros do medidor de vazão?

Agora imagine se você tivesse numa base de dados centralizada as respostas para essas perguntas e as informações, documentações e backups referentes a todos os ativos de sua fábrica.

  • Backups atuais e versões mais antigas de softwares;
  • Parâmetros atuais e versões mais antigas de equipamentos;
  • Documentações (diagramas elétricos, manuais, projetos hidráulicos etc);
  • Monitoramento em tempo real de parâmetros de processo;
  • Status de componentes;

Essa é a proposta do Factory Talk Asset Centre da Rockwell/Allen Bradley. Em síntese, é necessário integrar todos os equipamentos da fábrica de forma que o link com o asset centre seja através de rede ethernet, cadastrar e configurar todos os ativos conforme sua natureza e definir detalhes como:

  • Quem acessa o que e como. Ou seja, ninguém vai poder chegar no CLP, espetar o cabo e fazer alterações aleatoriamente. É possível definir que usuários podem alterar softwares, fazer download e upload, simplesmente monitorar etc;
  • Quando devem ser feitos backups;
  • Quando devem ser reconfigurados devices;

Uma vez que se pode utilizar a base de dados para o armazenamento de informações, com grande facilidades encontra-se documentações técnicas, notas de integração, registros de eventos etc.
Uma das coisas mais interessantes é que o Asset Centre chega ao ponto de registrar quaisquer alterações realizadas no software do CLP. Na demonstração que assisti, o palestrante abriu o RSLogix, alterou alguns parâmetros de temporizadores, inseriu e apagou algumas lógicas e mudou valores de variáveis. Aberto o Asset Centre, lá estavam os registros, passo-a-passo de todas as alterações on-line realizadas no CLP. Em seguida, ele realizou upload e download da aplicação, cujos registros foram também realizados.

A Mekatronik está iniciando um trabalho junto à Rockwell para implantação do Factory Talk Asset Centre. Nosso entendimento é que essa ferramenta proporciona significativo aumento na confiabilidade ao processo e, consequentemente, aumenta a disponibilidade de máquinas e sistemas para a produção. Em outras palavras, ninguém fica com o processo horas parado até que o manual de um equipamento ou o backup de um CLP seja encontrado. As informações são centralizadas e estruturadas de forma clara e concisa.

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Desenvolvemos uma aplicação em que precisamos comunicar um supervisório iFix 5.0 com uma CP 3142 da Série Ponto da Altus. Durante as verificações de detalhes de comunicação, tivemos uma dificulade estranha: conseguiamos comunicar Coils mas não Holding Registers.

Com a ajuda de um simulador modbus, nos enviado pelo Jones, da Altus, foi possível verificar que não havia qualquer problema com a rede(como já era de se esperar) nem com a CP, pois o simulador lia e escrevia valores nos holding registers sem problemas. Assim, ficamos com a configuração da comunicação (iFix <–> CP 3142), ou seja, precisavamos alinhar as ferramentas (MB1 <–> Master Tool).

Num bate papo com o pessoal da Aquarius e da Altus, verificamos que não havia qualquer incompatibilidade de protocolo. Ou seja, o padrão Modbus utilizado pela Altus é exatamente o mesmo do driver Modbus Modicon (MB1) desenvolvido para o iFix. Por tanto, o problema só poderia estar “entre a cadeira e o teclado”.

Indo mais a fundo nos detalhes, entramos nas particularidades da tabela Modbus. Para quem não conhece esse protocolo, existem áreas de registradores para cada tipo de dado. Então, por exemplo, para comunicar bits, lendo e escrevendo, utiliza-se a área de Coils, que começa no registrador de comunicação 1 e vai até o 4999. Já para comunicar valores no formato inteiro, por exemplo, deve-se utilizar os Holding Registers, que estão na faixa 40.001 até 49.999.

Estavamos apanhando num simples detalhe. Imagine que no Master Tool endereçamos o Holding Register 40.001. No simulador modbus, também, e no MB1 do iFix também. Contudo, quando dizemos para o Master Tool ou para o simulador que vamos comunicar o Holding Register número X, ambas as ferramentas somam o valor 40.000 ao endereço, o que não acontece com o iFix.

Ou seja, para comunicar o primeiro holding register da tabela modbus (endereço 40.001), é preciso configurar (40.001) no MB1 do iFix, e (1) no Master Tool. Como ao dizer ao Master Tool que estamos configurando um holding register ele soma 40.000 automaticamente ao valor do endereço, temos o endereço (40.001) em ambos os participantes.

Pronto, verificado esse detalhe, tudo funcionou perfeitamente.

Segundo o Jones, da Altus, o simulador Modbus foi desenvolvido para permitir que diferentes OEMs desenvolvam equipamentos, aplicativos e drivers para comunicação nesse protocolo e possam testá-los totalmente antes de lançá-los ao mercado. Dessa forma, podem ter certeza de que estão totalmente dentro das especificações.

Na nossa aplicação, utilizamos o simulador como um participante mestre RTU(lendo e escrevendo dados na CP 3142). Mas poderíamos tê-lo utilizado como escravo para testar a configuração do MB1 do iFix.

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Costumamos dizer na Mekatronik que um bom integrador é necessariamente um bom “aprendedor”. Quem trabalha nessa área sabe que a grande maioria dos projetos demanda tempo para estudar e conhecer novas tecnologias, componentes, máquinas, processos etc.
Nos Startups acontece algo extremamente interessante. Mesmo após as revisões de escopo, simulações e tryouts, quando se parte uma máquina ou processo o cliente sempre identifica pontos de melhoria. E é sobre esse ponto específico que quero falar.

Como um sistema de controle bem estruturado e documentado, desenvolvido prevendo flexibilidades para ajustes, expansões e algumas alterações, as solicitações dos clientes são por vezes resolvidas em alguns minutos. Porém, o que é resultado de horas de análise e “afiação do machado”, acaba por vezes parecendo ser simplesmente, uma operação “simples”.

Em parte, isso é fruto da maneira “simplista” com que nós engenheiros gostamos de explicar as coisas. Um bom engenheiro sempre consegue comparar o escoamento de uma barra de aço com o de uma liga de dinheiro “afina quando estica”, ou então o fluxo de elétrons num condutor com a mangueira de lavar o carro “os elétrons circulam, é preciso ter uma bomba propulsora (a fonte de corrente) etc. E tudo se torna “muito simples”.

O que não se pode perder de vista é que esse “simples” é resultado do esmagamento glúteo em várias “horas-bunda-cadeira” como diz o professor Trindade. Ou seja, na verdade, desenvolver uma solução flexível e atender com rapidez a uma solicitação de mudança do cliente não tem absolutamente nada de simples.

Outro dia conversando com um colega no escritório, o Tiago Ribeiro, ele comentou que Einstein uma vez disse que precisamos buscar simplificar as coisas mas sem torná-las “simples” no sentido de “banais”. Ou seja, tudo é mais simples quando se tem conhecimento. A simplificação é um produto de inteligência.

A primeira vez que fui chamado a atenção por usar inadequadamente a palavra simples foi quando desenvolvemos na universidade uma máquina e eu comentei com meu orientador que ela era “simples”. Então ele disse: – simples às vezes é um termo pejorativo. Na maioria das vezes, se você não usar simplesmente a palavra “simples”, vai encontrar o termo mais adequado.(Palavras do professor Arnaldo Cardim).

Nossa máquina não tinha nada de simples, na verdade ela era: versátil, rápida, econômica, compacta, de fácil uso, e de simples manutenção. Ou seja, por ser versátil, ela pode ser adaptada rapidamente para outras aplicações, por ser econômica, evita desperdícios, por ser compacta, pode ser instalada com pouco esforço, por ser de fácil uso, qualquer um aprende a programá-la em 5 minutos, e por ser de simples manutenção, qualquer pessoa pode cuidar desse assunto. Em outras palavras, nosso projeto sofisticado tornou simples a realização de várias tarefas subsequentes, mas não foi de forma alguma simples desenvolvê-lo e executá-lo.

Pense nisso!

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