Recentemente as mesmas águas que faltam ao sertão inundaram vários municípios do litoral e do interior de Pernambuco, onde moro, e de Alagoas, onde nasci. Se um dia foi escrita uma obra entitulada “Vidas Secas”, a respeito de uma terra onde faltava água e esperança, essa mesma terra foi lavada violentamente. Diante de tamanha desgraça, seremos bem aventurados se dermos a esperança àqueles cuja terra não é mais seca, mas também não tem mais onde morar.

Ultimamente minha consciência, juíza infalível, tem me chamado atenção para as responsabilidades a mim conferidas juntamente às virtudes, à inteligência, às possibilidades, à influência, aos recursos financeiros, ao sucesso, e a todas as oportunidades de crescimento que encontro em minha caminhada. Àqueles que mais é dado, mais será cobrado.

Nesse contexto, tenho pensado e repensado sobre como, quando e quanto posso e/ou devo ajudar. Tenho refletido sobre as condições privilegiadas da minha vida. Tenho uma família maravilhosa, saudável, feliz. Vivo bem, tenho comida à mesa, carro, casa, e quando vejo pela televisão todas aquelas pessoas com fome e sede, sem teto, pesa à minha consciência a responsabilidade que tenho de ajudar.

Me questiono às vezes sobre as reservas que faço para o futuro quando é no presente que as pessoas passam fome, e que a partilha dessas reservas pode ser decisiva para a manutenção da vida de muitos.

Se nossa fé ainda não é do tamanho da dos apóstolos de Jesus, da do próprio Mestre, da Madre Tereza e de tantos outros cuja prática incessante da caridade conduziu à certeza da providência do sustento diário, podemos começar nossa jornada dividindo com as pessoas necessitadas aquilo que temos certeza que não nos faltará.

O convido a você, e a tantos outros que seguramente são solidários a esta causa a quando num final de semana, numa noite de sexta-feira, num passeio etc, estiver prestes a fazer uma estravagância, reduzir um pouco essa despesa e separar parte do dinheiro para ajudar a pessoas necessitadas.

De forma alguma estou propondo a privação de passeios com a família, do sorvete e nem sequer da mesa de bar. A caminhada tem várias estradas, trilhas e atalhos. Minha proposta é de buscarmos nos aproximarmos do caminho certo através das nossas ações, é de mudar aos poucos nossa conduta e passo-a-passo, transformarmos o que parece ser um sacrifício em satisfação e motivo de realização. É certo que nossas reservas são resultado da nossa produência, que é uma virtude, e que nada nos realiza mais que fazer nossas famílias felizes. Meu convite é para dividir aquilo que podemos, e guardar aquilo que precisamos.

Para concluir este artigo, peço humildemente sua atenção em verificar a possibilidade de nos ajudar a prover água aos atingidos pelas recentes catástrofes.

A família de um amigo tem uma revenda de água mineral em Piedade-PE. Eles se dispuseram a entregar garrafões de água de 20l nos postos de coleta da defesa civil a preço de custo. Sabemos que a preferência é pelos garrafões de 5,0l e 2,0l, mas segundo meu amigo, esses produtos ficaram escassos justamente pela demanda por doações.

Esta ação tem como objetivo facilitar a doação por todos aqueles que trabalham o dia inteiro e não encontram momento oportuno para comprar e levar as doações. Todo o recurso doado será convertido em água mineral e entregue nos postos de coleta. Documentaremos essas ações através de fotografias e, conforme seja, de protocolos de entrega se aplicável à situação.

Se me perguntares sobre garantias, só posso lhe dizer que confie em mim.

As doações podem ser feitas através de depósitos bancários na conta-corrente da Central das Águas.

Razão Social: Alexandre Galvão Couto – ME. CNPJ: 03501447/0001-32. FONE: 3363-2361

Banco do Brasil, agência 3243-3, conta corrente 15.204-8.

Foi disponibilizada a seguinte informação: custo de 20l d´água:R$ 1,50. Custo do garrafão: R$ 5,50. Entrega: R$ 1,00 para uma distância de até 100km. Impostos: R$ 0,32. Total por garrafão: R$ 8,32.

Qualquer ajuda em qualquer quantia é bem vinda!

Retomando o título desse artigo, entendo que os recentes acontecimentos nos permitem ouvir os pedidos de ajuda, e ver a oportunidade de ajudar. Cabe a nós ver com olhos de ver, e ouvir com ouvidos de ouvir, como recomendou o Mestre Jesus.

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