PAC ou CLP? A pergunta não é qual o melhor, mas do que você precisa… | Dênis Leite

automação para competitividade

PAC ou CLP? A pergunta não é qual o melhor, mas do que você precisa…

Há alguns anos surgiu no mercado o PAC (Programable Automation Controler), cuja principal característica é a oferta de um vasto conjunto de recursos num único produto, com diversas funções prontas, tais como loops PID, lógica fuzzy, motion control, data loggers etc.

Ora, não se pode negar que o PAC foi desenvolvido num novo ambiente tecnológico, dentro de uma arquitetura e filosofia que se encaixa nos novos paradigmas. Através do PAC é possível baixar ao nível do equipamento responsável pelo controle, tarefas antes atribuídas aos supervisórios, tais como o armazenamento de dados de parâmetros, históricos, eventos etc.

O que não podemos esquecer é que os CLPs também há alguns assumiram a responsabilidade de executar todas essas tarefas. Eles foram originalmente desenvolvidos para executar lógicas discretas, depois assumiram funções de controle analógico, e hoje controlam plantas inteiras. Uma das diferenças básicas entre sPACs e CLPs são os espaços de memória que costumam ser maiores nos PACs, e consequentemente têm impacto significativo no volume de dados de parâmetros, logs etc, que podem ser armazenados. Nem vou entrar em detalhes de linguagens de programação(IEC 61131-3) porque os principais fabricantes de CLPs as oferecem hoje até em seus modelos para micro-automação.

Para os que precisam decidir sobre que plataforma adotar, a dica é verificar quais requisitos o sistema demanda. Alguns poderiam dizer que em processo onde prevalecem máquinas de estados e intertravamentos, tais como plantas com muitos acionamentos, válvulas e outros comandos discretos, e onde as malhas de controle analógico restringem-se a loops PID simples e controles por histerese, os PLCs atenderiam, e onde se tivesse muitos controles de motion, loops de controle mais arrojados e necessidade de registros de dados em tempo real, os PACs seriam mais recomendados. Contudo, quantos processos petroquímicos, laminadores, máquinas de embalar, injetoras de alto desempenho etc, estão em operação no mercado controladas por CLPs?

A verdade é que não há regra. O que existem são duas tecnologias que oferecem recursos diferentes a preços diferentes. Então, a dica é:

  1. convide integradores competentes que conheçam essas tecnologias para discutir o assunto
  2. avalie quais recursos seu processo ou sua máquina requerem
  3. solicite especificações e orçamentos de soluções com PACs e PLCs, incluindo custos de desenvolvimento, treinamento da equipe mantenedora, sobressalentes e assistência técnica
  4. avalie a vida útil do sistema e faça uma análise de curto e longo prazo considerando o suporte, a facilidade de diagnóstico e intervenção, a expansibilidade e a disponibilidade de suporte etc.

Costumamos dizer que um bom sistema não é simplesmente aquele que funciona bem, mas aquele que dificulmente pára, e quando pára, rápidamente é posto em marcha.

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